Este é mais um caso de texto antigo que trouxe das cinzas. Era comum, na época em que encarava os processos seletivos de estágio e trainee, me deparar com a boa e velha pergunta “Por que você resolveu fazer jornalismo?”. Tanto que cheguei a preparar e a replicar o discurso a seguir.

Tempos atrás o encontrei escondido em uma das milhões de pastas que tenho em meu computador. Resolvi colocar aqui, pois tais valores ainda são o meu farol, por mais que, na atualidade, o ato de transformar informação em notícia esteja sob impacto das redes sociais. Enfim, é discussão para outro momento… 

Eu tenho orgulho desse Igor do passado, apesar de o guri ser praticamente um fundamentalista. Ah, mantive o artigo do jeito como foi antigo cerca de uma década atrás.  

 

Fazer jornalismo é, antes de qualquer outra coisa, assumir responsabilidades. É ter o conhecimento de que o seu desempenho profissional pode de alguma forma influenciar a opinião de um indivíduo ou de uma coletividade. Talvez essa vontade por responsabilidade seja a mesma que atrai os novos médicos, advogados e políticos, mas a responsabilidade do jornalista é maior. Agindo como mediador entre a realidade e a sociedade, ele seleciona os fatos mais relevantes do mundo para apresentar à sociedade. Então, ao produzir a notícia, pode comover a opinião pública.

O “poder do jornalismo” é atestado desde os primeiros donos de jornais. Aliás, também o conhecia na minha adolescência, quando criei um jornal na escola que estudava em que contava os problemas dos alunos. Hoje, mais maduro, sei que as qualidades da profissão devem ser usadas para defender os princípios da ética. A informação é direito de todos os cidadãos e cabe ao profissional de jornalismo ajudá-los a compreender o que acontece no mundo.

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Aprendi bastante sobre o tema quando aprendi a admirar a trajetória profissional de alguns jornalistas na história da imprensa. Entre eles, destaco Cásper Líbero e o seu pioneirismo, que fez de A Gazeta, antes um jornal falido, um veículo de vanguarda. Líbero defendia o jornalismo sério e sabia da importância da comunicação como meio de desenvolvimento do Brasil.

E além da “pré-experiência” com o jornal impresso, e da importância da profissão para a sociedade, escolhi fazer jornalismo porque me interessa a corrida pela notícia, pela reportagem. Falo das coberturas de evento, da corrida pelo furo jornalístico, da repercussão do fato na mídia. Gosto também de analisar a linha editorial dos veículos de comunicação como forma de acompanhar o uso do poder dado ao jornalismo.

Espero, e tenho certeza de que vou, mesmo sabendo das dificuldades da profissão, trabalhar para cumprir as responsabilidades que aceitei ao assumir o papel de ser jornalista. E sempre que possível não me limitarei a mostrar apenas os problemas, mas também as soluções. É uma tarefa difícil, mas se a aceitei é porque sei que com a estrutura de uma empresa de comunicação e com o apoio dos colegas de profissão a missão será cumprida com sucesso.